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A paz - Fenômeno: futebol, de Hermann Furthmeier em Ayuda para la vida diaria, enero 2011 - tradução livre.

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A Alemanha está jogando contra a Inglaterra nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. Estou sentado em frente à TV, o placar está 2 a 1 a favor da “nossa” seleção.  A tensão está crescendo, as mãos suam, o batimento do coração é audível, o pulso se acelera e a respiração está contida. É quando me chega o pensamento: o que está acontecendo aqui? O que está acontecendo comigo? Se estou sentando em frente a uma televisão e, na longínqua África do Sul, 22 homens correm atrás de uma boa e um juiz e dois bandeirinhas controlam o evento? Trata-se de tudo o que tenho, minha estirpe, meu grupo, ao qual pertenço, meu país, Alemanha. Trata-se da sobrevivência do meu clã. As reações físicas indicam luta. O outro grupo, o outro país tem que ser combatido, tem que ser vencido. Só um “sobrevive”, só um pode seguir. De onde vêm as reações corporais? Surge no corpo a memória das confrontações entre tribos de épocas remotas, onde logicamente, sempre se tratava de vida ou morte. O enfoque de Ber...

Unindo busca, conhecimento e cura na aplicação de temas ancestrais - Constelações e Experiência Somática

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Foto: portão do cemitério judaico de Phillipson, Itaara - patrimônio tombado do RS, monumento remanescente da primeira colônia de imigração judaica no Brasil. Trecho do livro  Encounters with Death  (Encontros com a morte),   de Ursula Franke em entrevista para Thomas Bryson, em livre tradução minha  de 4 anos atrás, que reflete o título desse post. “A morte é um tema essencial, no centro das constelações sistêmicas. Para cada um de nós, a realidade é que qualquer dia ou mesmo a qualquer momento, é sujeito a ser o nosso último nessa vida. Quando paramos para pensar, são os sintomas ou o sofrimento que nos levam a refletir sobre nós mesmos em um contexto mais amplo e, então, todas as questões importantes vêm à tona: “Como foi que cheguei nesse ponto onde estou agora?”, “Eu tive uma boa vida?”, “Cumpri minha missão?”, “O que eu ainda tenho que fazer antes de morrer para poder ir em paz e alegre?”. Ao mesmo tempo, parece que vidas que não foram vividas satisfatoriam...

Ao Mestre, com carinho!

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Se ainda estivesse nesse plano, dia 16 de dezembro, sábado passado, Bert Hellinger faria 98 anos. Se você quer conhecer alguns fatos que marcam a história desse mestre, aí vão eles: Nascido em 1925, no Sul da Alemanha, Hellinger estudou por seis anos em um seminário católico, até seu fechamento, durante o período nazista. Como retaliação a sua família, que não havia se filiado ao partido nacional-socialista, aos 17 anos Bert foi incorporado ao exército alemão e enviado para o front na Segunda Guerra Mundial. Prisioneiro por uma ano na Bélgica, conseguiu escapar e voltou à Alemanha, reingressando no seminário onde se formou sacerdote. Em seguida foi enviado como missionário para a África do Sul, convivendo por 16 anos com os Zulús. Observando a profunda reverência daquele povo com seus antepassados, Hellinger despertou para a importância das relações humanas com a ancestralidade. Foi nesse período que conheceu as dinâmicas de grupo, aplicadas por missionários anglicanos. Quando retornou...

Desenvolver recursos para conquistar uma relação clara e amorosa consigo mesmo!

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Em tempos desafiadores, o melhor caminho é o autoconhecimento.

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Quando o contexto é de tal intensidade que os esforços individuais pouco ou nada o afetam, o que se pode ainda fazer é aprofundar o autoconhecimento.  Através dele é possível realizar transformações que permitem viver com mais paz, mesmo que a situação exterior não convide a isso.  Neste sentido, Viktor Frankl é um mestre. Sua vida é o testemunho de que, mesmo nas condições mais adversas, há possibilidade de vida, aprendizado e amor.  Leitura recomendada:   Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração - Frankl, Viktor, Ed. Vozes, 1991

Conheça o kintsugi, a filosofia japonesa do conserto

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Os contextos mudam, mas a lição do kintsugi continua valendo! Por Marina Gold Pandemia, só dá ela. Pandemia! Pandemia! Pandemia! Não se fala em outra coisa, Não se pensa em outra coisa. Por isso mesmo, em meio à loucura, nossa obrigação, num mundo insano, é ser cada vez mais sensato. Nesses muitos (e longos!) dias de despedaçamento – isolados, frágeis, angustiados, na solidão e no medo –, quando a sensação geral é que tudo estilhaçou, nossa tarefa é o conserto: recompor, recolocar, reordenar, reformar. O conserto que almejo é o do kintsugi, a “emenda dourada” do zen. Trata-se da milenar arte oriental de reparar uma peça de cerâmica quebrada com o emprego de um tipo especial de laca (misturada com pó de ouro, daí o nome: liga ou correção de ouro). O kintsugi, caminho de bom gosto aberto na simplicidade, sutil e elegante, está comprometido com a base do pensamento zen, a aceitação do defeituoso e do imperfeito, do que revela a efemeridade e a fugacidade de tudo. O kintsugi ensina o domín...

Vibrações da nova hora, por Almir Nahas

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Seguimos por mais uns dias no trabalho online! Ando refletindo um bocado e o amigo Almir Nahas, jornalista e terapeuta sistêmico, em um texto publicado em rede social na semana passada, escreveu de forma clara a respeito desse momento. Compartilho os pontos de vista dele, que seguem nesse texto. São muito alinhados com a forma que venho percebendo e sentindo as coisas nesses novos tempos. Grata por compartilhar, Almir! Vibrações da nova hora Almir Nahas* A crise internacional de saúde pública caiu como um tijolo sobre boa parte do mundo, e está causando mudanças profundas no nosso modo de vida. O quanto essas mudanças têm caráter provisório ou permanente, quanto tempo ainda teremos que conviver voluntária ou forçosamente com restrições de mobilidade e contato presencial, de fato, não sabemos. Pode-se fazer previsões, desenhar cenários, imaginar alternativas, mas saber mesmo, quem sabe? Só com o tempo poderemos avaliar quais as mudanças mais profundas que este momento irá traze...