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Ao Mestre, com carinho!

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Se ainda estivesse nesse plano, dia 16 de dezembro, sábado passado, Bert Hellinger faria 98 anos. Se você quer conhecer alguns fatos que marcam a história desse mestre, aí vão eles: Nascido em 1925, no Sul da Alemanha, Hellinger estudou por seis anos em um seminário católico, até seu fechamento, durante o período nazista. Como retaliação a sua família, que não havia se filiado ao partido nacional-socialista, aos 17 anos Bert foi incorporado ao exército alemão e enviado para o front na Segunda Guerra Mundial. Prisioneiro por uma ano na Bélgica, conseguiu escapar e voltou à Alemanha, reingressando no seminário onde se formou sacerdote. Em seguida foi enviado como missionário para a África do Sul, convivendo por 16 anos com os Zulús. Observando a profunda reverência daquele povo com seus antepassados, Hellinger despertou para a importância das relações humanas com a ancestralidade. Foi nesse período que conheceu as dinâmicas de grupo, aplicadas por missionários anglicanos. Quando retornou...

Desenvolver recursos para conquistar uma relação clara e amorosa consigo mesmo!

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Em tempos desafiadores, o melhor caminho é o autoconhecimento.

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Quando o contexto é de tal intensidade que os esforços individuais pouco ou nada o afetam, o que se pode ainda fazer é aprofundar o autoconhecimento.  Através dele é possível realizar transformações que permitem viver com mais paz, mesmo que a situação exterior não convide a isso.  Neste sentido, Viktor Frankl é um mestre. Sua vida é o testemunho de que, mesmo nas condições mais adversas, há possibilidade de vida, aprendizado e amor.  Leitura recomendada:   Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração - Frankl, Viktor, Ed. Vozes, 1991

Conheça o kintsugi, a filosofia japonesa do conserto

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Os contextos mudam, mas a lição do kintsugi continua valendo! Por Marina Gold Pandemia, só dá ela. Pandemia! Pandemia! Pandemia! Não se fala em outra coisa, Não se pensa em outra coisa. Por isso mesmo, em meio à loucura, nossa obrigação, num mundo insano, é ser cada vez mais sensato. Nesses muitos (e longos!) dias de despedaçamento – isolados, frágeis, angustiados, na solidão e no medo –, quando a sensação geral é que tudo estilhaçou, nossa tarefa é o conserto: recompor, recolocar, reordenar, reformar. O conserto que almejo é o do kintsugi, a “emenda dourada” do zen. Trata-se da milenar arte oriental de reparar uma peça de cerâmica quebrada com o emprego de um tipo especial de laca (misturada com pó de ouro, daí o nome: liga ou correção de ouro). O kintsugi, caminho de bom gosto aberto na simplicidade, sutil e elegante, está comprometido com a base do pensamento zen, a aceitação do defeituoso e do imperfeito, do que revela a efemeridade e a fugacidade de tudo. O kintsugi ensina o domín...

Vibrações da nova hora, por Almir Nahas

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Seguimos por mais uns dias no trabalho online! Ando refletindo um bocado e o amigo Almir Nahas, jornalista e terapeuta sistêmico, em um texto publicado em rede social na semana passada, escreveu de forma clara a respeito desse momento. Compartilho os pontos de vista dele, que seguem nesse texto. São muito alinhados com a forma que venho percebendo e sentindo as coisas nesses novos tempos. Grata por compartilhar, Almir! Vibrações da nova hora Almir Nahas* A crise internacional de saúde pública caiu como um tijolo sobre boa parte do mundo, e está causando mudanças profundas no nosso modo de vida. O quanto essas mudanças têm caráter provisório ou permanente, quanto tempo ainda teremos que conviver voluntária ou forçosamente com restrições de mobilidade e contato presencial, de fato, não sabemos. Pode-se fazer previsões, desenhar cenários, imaginar alternativas, mas saber mesmo, quem sabe? Só com o tempo poderemos avaliar quais as mudanças mais profundas que este momento irá traze...

Ao Mestre, com carinho.

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"A maior alegria que presenciei em meus mais de noventa anos foi a de pais olhando os filhos. Não há nada mais belo e simples. Essa é a alegria de viver. Nela sempre se vê que a felicidade é simples e profunda. Em contrapartida, alguns esperam um grande acontecimento para serem felizes. No entanto, a vida cotidiana esconde a maior felicidade".  Bert Hellinger - Meu trabalho. Minha vida. E agora as saudades.  A autobiografia de Bert Hellinger chegou pelo correio na sexta feira, véspera do feriadão de carnaval.  Simples, direto e profundo como sempre o vi e como sempre me tocou.  Do jeito que me atende. Assim é o livro. Permeado de sua humanidade, nos brinda com revelações pessoais significativas. O ser humano que se destaca nas reflexões de quem sabe e diz que logo, logo partirá. Livre. Me trouxe lembranças dos dois cursos intensivos com ele em Chascomús, em 2008 e 2009. Elas me fazem buscar as anotações e lembrar de sementes plantadas então. Sementes q...
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Tradução livre de um trecho do livro de Stephan Hausner - "Aunque me cueste la vida" - constelaciones sistémicas em casos de enfermidades y sintomas crónicos: [...] Na resta dúvida que cada um recebeu algo de seus pais e também que cada um deixou de receber algo deles. Assim, tudo depende com o que cada um se vincula. Se consegue olhar para o que recebeu, sente-se obsequiado e, em consequência, também tem algo a dar. Se, por outro lado, permanece na exigência e se vincula com o que não pode receber, talvez sinta-se enganado pela vida e pelos pais: a leva mal, falta-lhe algo, e, como consequência, frequentemente não tem disposição ou não está em condições de dar. Com essa atitude, muitas pessoas tornam-se depressivas. Estar em sintonia com os pais, significa tomar o que se recebeu e renunciar ao que não se pôde receber. Esta é uma verdadeira renúncia, já que ninguém pode tomar o lugar dos pais. O pai não pode substituir a mãe e a mãe não pode substituir o pai, os ...